Sexta, 07 Agosto 2020

Brasil

13/01/2020Juristas evangélicos poderão ter mais voz na ONU em 2020

ANAJURE está em representada em Comitê da ONU sobre ONGS. (Foto: Times of Israel)
 
O ano de 2020 pode ser um tempo de mudanças no cenário mundial. É o que espera a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). O grupo havia solicitado ainda 2017 um status consultivo na ONU, o que permitiria discursar em reuniôes oficiais, submeter informes em diferentes organismos e organizar debates.
 
Segundo informou a coluna do jornalista Jamil Chade na UOL, a solicitação da Associação tem sido vista com bons olhos pelo governo Bolsonaro, considerando que o grupo apoia as mudanças defendidas atualmente pelo Itamaraty na agenda internacional em assuntos relacionados a temas como direitos humanos, sexualidade e outros aspectos da política externa.
 
Já no dia 20 de janeiro, representantes da Anajure estarão no comitê da ONU sobre ONGs. O governo brasileiro é um dos 19 participantes do órgão que avalia a candidatura das ONGs.
 
Um dos principais promotores que têm denunciado diversas violaçôes de direitos humanos até mesmo em escala internacional a isso é o jurista Uziel Santana, presidente da Anajure.
 
Ele explicou que tem realizado um trabalho com refugiados em países do Oriente Médio e trabalhado em coordenação com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, no Brasil.
 
Segundo a associação, apesar de ter conseguido agora o apoio do governo Bolsonaro para obter este espaço, sua atuação não pretende ser associada a partidos.
 
"Nossa ação é independente de qualquer governo", disse o grupo. Como prova disso, a entidade destaca como emitiu um comunicado contrário a uma proposta do próprio governo e a pareceres da AGU.
 
Contra a ideologia de gênero
 
No mês de junho de 2019 a Anajure emitiu uma nota oficial, apoiando as instruçôes do Itamaraty para que o país passasse a evitar usar o termo "gênero" nos debates na ONU.
 
Em vez de abordar o tema com pelo viés de “igualdade de gênero”, o Itamaraty solicitou que se falasse em "igualdade entre homens e mulheres", esclarecendo que, para o governo brasileiro, sexualidade se divide entre feminino e masculino.
 
“A ANAJURE (I) manifesta apoio ŕ posição governamental acerca da não utilização do termo ‘gênero’ nos moldes propostos pela teoria de gênero; (II) defende a possibilidade de se tratar tais temas no âmbito da política externa, inclusive, por meio de orientaçôes aos agentes envolvidos no setor”, destacou.
 
“(III) rejeita a perspectiva proposta pela teoria de gênero a respeito do sexo ser mera construção social, reafirmando a existência de elementos biológicos que não podem ser ignorados; (IV) repudia distorçôes midiáticas ao noticiar acontecimentos relacionados a temas delicados, como a sexualidade; (V) posiciona-se contrariamente a toda manifestação de agressividade perante minorias sexuais, asseverando o seu compromisso inegociável com a proteção das liberdades civis fundamentais”, concluiu.
 
COM INFORMAÇÕES DA UOL

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"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos."

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